Alvo de etapa da Lava Jato é preso na Via Dutra, em Barra Mansa, RJ

Marcelo Traça Gonçalves, presidente do Sindicato de Empresas de Transporte Rodoviário do Rio, estava em carro abordado durante operação da Polícia Rodoviária Federal.

Um dos alvos de mais uma etapa da Operação Lava Jato foi preso na manhã desta segunda-feira (3) na Via Dutra, em Barra Mansa, a 2h do Rio de Janeiro, onde acontece a ação. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), Marcelo Traça Gonçalves, presidente do Sindicato de Empresas de Transporte Rodoviário do Rio de Janeiro, estava em um carro abordado na altura do km 289, próximo ao distrito de Floriano.

A PRF informou que a prisão aconteceu depois de receber informações passadas pela Polícia Federal sobre Marcelo Traça. Os agentes montaram uma operação para tentar abordá-lo, quando ele passasse pelo trecho. Marcelo estava em Resende, também no Sul do estado, e estaria indo para o Rio. Ele foi parado na blitz por volta de 9h30 e não ofereceu resistência. Marcelo foi levado para a sede da Polícia Federal, no Rio.

Alvo de etapa da Lava Jato, Marcelo Traça Gonçalves é preso na Via Dutra, em Barra Mansa (Foto: PRF/Divulgação)

Alvo de etapa da Lava Jato, Marcelo Traça Gonçalves é preso na Via Dutra, em Barra Mansa (Foto: PRF/Divulgação)

Operação realizada após delações

A operação desta segunda-feira foi baseada nas delações premiadas do ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado, Jonas Lopes, e do doleiro Álvaro Novis. Esta etapa da Lava Jato, comandada pela Polícia Federal, tem como foco a cúpula do transporte rodoviário do estado. Os agentes estão nas ruas para cumprir oito mandados de prisão, dos nove que foram expedidos pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal. Além de Marcelo Traça Gonçalves, também já foram presos outras seis pessoas nesta segunda.

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Mandados de prisão preventiva confirmados:

  • Jacob Barata Filho, empresário do setor de transportes, suspeito de ter recebido R$ 23 milhões em propina (preso)
  • Rogério Onofre, ex-presidente do Detro, suspeito de receber R$ 44 milhões (preso)
  • Lélis Teixeira, presidente da Fetranspor, suspeito de receber R$ 1,57 milhões (preso)
  • José Carlos Reis Lavoura, conselheiro da Fetranspor, suspeito de receber R$ 40 milhões (está em Portugal e a PF acionará a Interpol para inclusão na difusão vermelha)
  • Marcelo Traça Gonçalves, presidente do sindicato de ônibus e apontado como realizador dos pagamentos (preso)
  • João Augusto Morais Monteiro, sócio de Jacob Barata e presidente do conselho da Rio Ônibus, suspeito de receber R$ 23 milhões (preso)
  • Cláudio Sá Garcia de Freitas (preso)
  • Márcio Marques Pereira Miranda (foragido)
  • David Augusto da Câmara Sampaio (preso)

 

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