Polícia Federal desarticula grupo que explorava caça-níqueis no Sul Fluminense

Objetivo dos Delegados é cumprir 14 mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão nesta terça-feira

 

PF faz operação contra grupo que explorava caça-níqueis na capital e no Sul Fluminense

Volta Redonda- Policiais federais de Volta Redonda, coordenados pelo delegado Breno Adami, deflagraram nesta terça-feira (10) a Operação Mantus, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa responsável pela exploração de máquinas caça-níqueis no Sul fluminense. O grupo era conhecido pelos seus integrantes como “A Firma”.

Cerca de 110 policiais federais cumprem 14 mandados de prisão preventiva e 17 mandados de busca e apreensão, nos municípios de Barra Mansa, Volta Redonda, Resende e no Rio de Janeiro. Sete pessoas foram presas.

O delegado disse que foi estourado um local onde fabricava máquinas caça-níqueis. Breno não revelou o local, apenas que a fábrica ficava em uma periferia de Volta Redonda.

– Era uma fábrica que tinha uma grande produção. Foram apreendidas no local, 50 noteiros (coletores de cédulas de máquinas caça níquéis e um réplica de fúzil G.36, idêntica a usada pela Polícia Federal – disse Breno.

As investigações da Delegacia da Polícia Federal em Volta Redonda indicaram que o grupo criminoso era comandado por um policial militar aposentado, identificado como Guilherme da Silva Leite Júnior, conhecido como “Guilhermão”, ele foi preso em Barra Mansa.

O delegado explicou que o grupo possuía uma estrutura hierárquica bem definida. Dois integrantes cumpriam a missão de gerentes gerais, e eram os responsáveis pelas decisões imediatas e pela arrecadação dos lucros obtidos com as máquinas caça-níquéis. Um deles, inclusive, mantinha subordinados imediatos para representá-lo, já tendo sido identificados pelo menos três deles.

Já os demais membros se dividiam em diversas atividades, como: montar cassinos, montar máquinas com as peças contrabandeadas, manutenção das máquinas, gerência de cassinos, apoio logístico, elo de ligação com assessoria jurídica, fornecedor de equipamentos contrabandeados, segurança e conferidor de noteiros.

No curso das apurações foram realizadas onze apreensões de equipamentos contrabandeados utilizados para exploração de jogo clandestinos, confirmando o alto nível de organização e penetração social do grupo, bem como o grande montante de lucro por eles obtido. Os investigados já foram denunciados criminalmente à Justiça, por organização criminosa e contrabando.

– As investigações foram iniciadas em 2014 pela Justiça Federal de Volta Redonda e depois as apurações foram transferidas para a Justiça Federal do Rio de Janeiro, por isso só nesta terça-feira (10) a operação foi deflagrada – disse o delegado.

 Breno disse que os suspeitos presos vão responder por contrabando, já que as máquinas caça-níqueis apreendidas eram montadas com equipamentos que entram ilegalmente no país por organizações criminosas.

O nome da operação se relaciona com o nome do Deus Mantus, das mitologias européia e romana, e seria o responsável por levar as pessoas à prática de jogos de azar.

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