Polícia Federal cumpre mandados de busca e apreensão em Nova Friburgo.

Ministério Público aponta dispensa fraudulenta de licitação, peculato e corrupção passiva. Secretária e subsecretária de Saúde foram intimadas a depor.

Delegados e agentes da PF estão na sede da Prefeitura de Nova Friburgo nesta quarta-feira (20) (Foto: Bianca Chaboudet/Inter TV)

Polícia Federal (PF) cumpriu cinco mandados de busca e apreensão em Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio, na manhã desta quarta-feira (20). Segundo a PF, a operação “Esterilização” foi desencadeada após denúncia do Ministério Público Federal (MPF) de superfaturamento na Secretaria de Sáude.

Os alvos da ação são a secretária de Saúde, Suzane Menezes, e a subsecretária, Michelle Silvares. Policias estiveram na casa delas no bairro Olaria, na sede da secretaria e em endereços na Tijuca, no Rio de Janeiro. As provas recolhidas serão encaminhadas à perícia e subsidiarão as investigações.

Segundo o MPF, estão sendo apuradas fraudes em contratos com a empresa Bioxxi Serviços de Esterilização para fornecimento de serviços para o Hospital Maternidade Dr. Mário Dutra de Castro e Hospital Municipal Raul Sertã.

O órgão afirmou que Suzane e Michelle são investigadas pelos crimes de dispensa fraudulenta de licitação, peculato e corrupção passiva. Segundo as investigações, que tramitam sob sigilo, as responsáveis pela secretaria de Saúde fraudaram contrato e superfaturaram quantitativos a fim de favorecer a empresa Bioxxi, que tem sede no Rio de Janeiro.

A PF comunicou o afastamento das funções da secretária e da subsecretária à Prefeitura, com efeitos imediatos. Elas também ficam proibidas de acessar qualquer unidade de saúde do município.

Em nota, a Prefeitura de Nova Friburgo disse que “recebeu comunicado da Justiça Federal sobre a suspensão do exercício das funções de secretária e subsecretária de Saúde e que já está adotando as providências administrativas para cumprir”.

Entenda o caso

Foi reaberta no dia 15 deste mês a Central de Esterilização do Hospital Raul Sertã após uma vistoria da Vigilância Sanitária Estadual e do Ministério Público Estadual . O espaço ficou interditado por sete meses, quando uma fiscalização descobriu que havia risco de contaminação de materiais usados nas cirurgias e, em junho, o MPE pediu a suspensão de cirurgias eletivas na unidade.

Os materiais das cirurgias estavam sendo esterilizados na empresa do Rio de Janeiro, citada pelo MPF.

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA